Por intermédio do PDT, Paulo Ramos ajuíza ação no STF pedindo afastamento de Guedes do Ministério da Economia como medida preventiva para não interferir na investigação da Operação Greenfield

O deputado federal Paulo Ramos (PDT-RJ), por intermédio do PDT, ajuíza ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o afastamento do ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo menos até que sejam concluídas as investigações da força-tarefa da Operação Greenfield, que apura fraudes em aportes de fundos de pensão. “A força tarefa fez busca e apreensão, na terça-feira, no Rio de janeiro e em Brasília. Diante do andamento da Operação Greenfield, que vai alcançar o ministro Paulo Guedes, vem o pedido de demissão de Salim Mattar, dono da Localiza, ex-patrão de Guedes, e de Paulo Uebel. A alegação é a morosidade no processo de privatização e o não encaminhamento da reforma administrativa. Isso é mentira. O ministro criou um fato novo para ocultar os passos dados pela Operação Greenfield. Paulo Guedes há de ser afastado do Ministério da Economia, até como medida preventiva. Não pode ficar no Ministério sendo investigado e com subordinados tendo que prestar informações ou cumprir diligências inerentes à investigação”, avalia.

O parlamentar disse que o ministro é um especialista quando se trata de manobra diversionista. “Sempre que surge a possibilidade de ser denunciado por algum escândalo, cria um fato novo. Há alguns dias quando o Banco do Brasil vendeu para o BTG Pactual créditos, alegadamente de recuperação duvidosa, no valor de R$2,9 bilhões, por pouco mais de R$300 milhões, Paulo Guedes, um dos fundadores e certamente ainda um dos sócios do BTG, fez com que o presidente do BB pedisse demissão, para ofuscar o escândalo”.

Paulo Ramos sempre defendeu o afastamento de Paulo Guedes do cargo por entender ser um dos principais investigados pela força-tarefa da Operação Greenfield. Na quarta-feira (12/08), o PDT ajuizou ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o afastamento dele até a conclusão das investigações, porque a permanência no cargo pode prejudicar o andamento e violar princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade.

Além de Paulo Guedes, a força-tarefa investiga o irmão dele, Gustavo Guedes, e Daniela Consentino, assessora especial de assuntos estratégicos no Ministério.

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