Paulo Ramos diz que demissão de Novaes está ligada à venda de dívidas de devedores do BB ao BTG Pactual

O deputado federal Paulo Ramos (PDT-RJ) disse não ser surpresa o pedido de demissão do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes. O executivo entregou, na semana passada, carta demissão ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes. O parlamentar disse que o pedido foi feito após Novaes assinar um contrato com o BTG Pactual. “O BTG foi fundado pelo ministro Paulo Guedes, onde permaneceu por anos. Muitos nomes da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro, indicados por Guedes, estão orientados para o desmonte do estado brasileiro, para as privatizações. E qual escândalo levou Novaes a pedir demissão? Vendeu para o BTG Pactual, por R$300 milhões, dívidas contraídas por devedores do Banco do Brasil, alegando serem créditos de difícil recuperação. R$2,9 bilhões foi o que vendeu por aproximada por R$300 milhões”, destacou.

Paulos Ramos informou que o caso “caminha para virar escândalo”, porque representante do Ministério Público Federal, no Tribunal de Contas da União, irá fazer uma investigação. “Como entregar sem licitação, sem a participação de outros interessados, como entregar exatamente para o BTG Pactual. Cheira mal”, avalia o deputado. O pedetista afirma que Paulo Guedes aparelhou o Ministério da Economia com amigos e sócios. “Ele conduz a economia para atender aos interesses de seus parceiros. Rubem Novaes, amigo de Guedes, vem também da Escola de Chicago. A possibilidade de virar escândalo fez com que Novaes pedisse demissão”, acredita o parlamentar.

Rubem Novaes deixa o cargo sem conseguir privatizar o banco, principal desejo. Ele foi indicado por Guedes, em novembro de 2018.

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