Ex-gerente de RH da Petrobras é denunciado por terceirização bilionária no plano de saúde dos funcionários

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O executivo Claudio da Costa, ex-gerente de Recursos Humanos da Petrobras, demitido sob suspeita de ter negociado ações da Estatal quando soube que Jair Bolsonaro trocaria o comando da companhia, é alvo de outra denúncia que envolve a terceirização do bilionário plano de saúde dos funcionários. O caso está na Justiça Federal e no Tribunal de Contas da União (TCU), que abriu investigação preliminar sobre a transferência da carteira de 280 mil beneficiários da Associação Petrobras Saúde (APS), entidade que teria como gestores executivos supostamente ligados a Claudio da Costa.

Ano passado, o deputado federal Paulo Ramos (PDT-RJ) já havia denunciado o caso. O parlamentar encaminhou representação ao Ministério Público Federal (MPF) contra a decisão da Diretoria Executiva de mudar o modelo de gestão do plano de saúde da Estatal e subsidiárias. A mudança impacta, significativamente, nos cofres da empresa e aumenta os custos para os empregados, aposentados e pensionistas. Ele argumentou, na época, que ia gerar uma despesa imediata de, no mínimo, R$ 2 bilhões de reais, e impactar diretamente na saúde financeira da companhia.

  • O discípulo do ministro Paulo Guedes na Petrobras, depois de entregar o plano de saúde dos petroleiros, agora é flagrado em transações com ações da Estatal em bolsa pouco dias antes do anúncio do lucro recorde do quarto trimestre do ano passado. Ou seja, usou de informações privilegiadas. Todas essas ações devem ser apuradas. É muito grave! – avalia.

O advogado Celson Ricardo Carvalho de Oliveira, contratado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e que fez a denúncia, para tentar reverter a transferência do plano, alega que Costa, homem de confiança de Roberto Castello Branco, teria manipulado “as decisões adotadas pelo Conselho Administrativo da Petrobras”.

No último dia 1, a Petrobras divulgou comunicado sobre a transferência do antigo plano próprio AMS para APS. Para Celson, faltou transparência no processo de transferência, não foram divulgados estudos que atestassem a melhoria do serviço para os beneficiários e a dilapidação das reservas atuariais elevaram o risco em torno da sustentabilidade do plano a médio prazo.

Uma cópia da denúncia foi entregue ao TCU sob relatoria do ministro Walton Alencar, que entendeu necessárias diligências junto à Petrobras para esclarecimento do caso. “O denunciante traz alguns elementos que colocam dúvida sobre a correta tomada de decisão. Alega e traz alguma evidência sobre potencial conflito de interesses, especialmente no que toca ao suposto futuro presidente da APS, e questiona o nível de informação disponível ao CA na tomada de decisão no que tange a qualidade dos estudos apresentados e desinformação sobre o planejamento e as melhoras esperadas na gestão da AMS. Esses supostos fatos merecem ser melhores apurados”, diz o ministro em despacho.

Acessar o documento na íntegra. Clique Aqui!

Deputado Paulo Ramos

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