Desemprego, informalidade, aumento da jornada de trabalho e redução da renda são reflexos da pandemia nas rotinas laborais

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A representante do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Patrícia Pelatieri, apontou como reflexos da pandemia do coronavírus o aumento na carga horária de trabalho e a redução da renda no home office, e que o impacto nas mulheres foi muito maior. Ela falou ainda sobre os riscos de contaminação no transporte público e nos locais de trabalho para os que estão exercendo as atividades presencialmente, do aumento do desemprego e de pessoas na informalidade. “70% dos trabalhadores afirmam que, em 2020 e 2021, estão trabalhando mais do que a jornada contratada. Existe aí uma tensão, inclusive, em manter o nível de rendimento diante dessas novas exigências, causando uma série de doenças”, afirmou.  

A informação foi apresentada durante audiência pública da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados que debateu as dificuldades que os trabalhadores têm enfrentado em virtude dos efeitos da pandemia, proposta pelo deputado federal Paulo Ramos (PDT-RJ). “É preciso dar visibilidade a essas pessoas que sofrem ainda mais com essa tragédia. São muitos mortos, desempregados, miséria. O governo desprezou a pandemia e não se interessou pela vacinação em massa. O Brasil está desgovernado para a parcela majoritária da população e sendo governado para os grandes patrões, o capital financeiro”.  

O representante do Ministério Público do Trabalho (MPT), Jefferson Rodrigues, informou que o órgão teve aumento exponencial de denúncias. Ele lamentou a extinção do Ministério do Trabalho, que poderia estar atuando para minimizar os efeitos da pandemia. “A fiscalização foi bastante desarticulada em um momento que tanto se precisa”, destacou. Para suprir essa carência, Rodrigues disse que o MPT vem trabalhando na proteção aos trabalhadores com notas técnicas. “O esforço vem sendo feito pelo MPT para impactar positivamente na realidade dos trabalhadores. O MPT não parou um dia sequer”, disse. 

Saúde e educação 

A representante do Fórum dos Profissionais de Saúde de Minas Gerais, Lourdes Machado, afirmou que os profissionais da categoria têm três vezes mais chances de contrair Covid-19; tiveram sua carga de trabalho aumentada; enfrentam a falta de material de proteção, as chamadas EPIs; além de precarização, com locais de trabalho insalubres. “Nós temos nos dedicado de uma forma exaustiva, cotidiana, só que a gente precisa mais do que palavras bonitas, mais do que campanhas na televisão ressaltando a importância dos profissionais de saúde. A gente precisa de reconhecimento, de respeito, de valorização”, salientou. 

O presidente do Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação, Heleno Araújo, afirmou que os profissionais da educação tiveram que se adaptar à nova realidade do ensino remoto sem que tivessem tido suporte de material ou internet para dar continuidade às aulas. 

Um requerimento será apresentado para constituir subcomissão para acompanhar a situação dos trabalhadores durante e após a pandemia. 

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