DEPUTADO PAULO RAMOS PROTOCOLA REPRESENTAÇÃO NO MPF CONTRA MUDANÇA NO MODELO DE GESTÃO DE SAÚDE DA PETROBRAS

O deputado federal Paulo Ramos (PDT-RJ) encaminhou, na terça-feira (12/05), representação ao Ministério Público Federal (MPF) contra a decisão da Diretoria Executiva da Petrobras de mudar o modelo de gestão do plano de saúde da Estatal e subsidiárias que, atualmente, é de gestão direita (através da área de Recursos Humanos), para uma entidade de saúde (fundação). A mudança irá impactar, significativamente, os cofres da empresa e aumentar os custos para os empregados, aposentados e pensionistas. “Solicito que sejam tomadas as providências cabíveis, para que essa mudança não seja aprovada uma vez que gerará uma despesa imediata de, no mínimo, R$ 2 bilhões de reais, o que impactará diretamente na saúde financeira da companhia”.

A Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) é um benefício de assistência suplementar de saúde, sem fins econômicos, de natureza assistencial, criado e instituído desde 1975, através de Acordo Coletivo de Trabalho pactuado entre a Petrobras e entidades sindicais representantes dos empregados. Para operação, a Petrobras mantém registro como Operadora de Saúde de autogestão junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O Benefício é disponibilizado para empregados ativos, aposentados e pensionistas, além de dependentes e agregados, a eles vinculados, totalizando 246 mil beneficiários. Por ser um plano de autogestão, sem fins lucrativos, reduz significativamente os custos para a empresa e seus beneficiários, além de ser o principal benefício da Estatal e instrumento de atração e retenção dos profissionais.

A mudança aprovada, que segue para aprovação no Conselho de Administração da Petrobras aumentará, significativamente, os custos. A nova entidade terá que atender e cumprir uma série de exigências legais, como auditorias externas e constituição de patrimônio próprio, mesmo sendo uma entidade de autogestão. Somente para a constituição do patrimônio da nova entidade, a Petrobras terá que aportar, segundo estudos internos, algo em torno de R$ 4 bilhões. Só o valor calculado pela Consultoria contratada Deloitte Touche Tohmatsu, para iniciar a criação da fundação, é de R$600 milhões. Além disso, ainda serão necessários outros gastos com as demais provisões e reservas, fluxo de caixa, etc.

Segue abaixo o documento protocolado no Ministério Público Federal, onde constam outras irregularidades apontadas por representantes de funcionários da Petrobras. 

REPRESENTAÇÃO RETIFICADA

Mais Notícias

Share on facebook
Compartilhe no Facebook
Share on twitter
Compartilhe no Twitter
Share on whatsapp
Compartilhe no Whatsapp
Share on telegram
Compartilhe no Telegram
Share on email
Compartilhe no E-mail
Share on linkedin
Compartilhe no Linkdin
Share on pinterest
Compartilhe no Pinterest
Share on google
Compartilhe no Google+

Deixe um Comentário

2 comentários em “DEPUTADO PAULO RAMOS PROTOCOLA REPRESENTAÇÃO NO MPF CONTRA MUDANÇA NO MODELO DE GESTÃO DE SAÚDE DA PETROBRAS”

  1. maria lucia rolim barcellos

    Um absurdo eu tenho 88 anos estou apreensiva ansiosa!! Entrei na Petrobras por concurso em 1966 . 700 candidatos para duas vagas!! Ingressei na Petros em 1970 e agora o que posso esperar??

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *