AUDIÊNCIA PÚBLICA COM OS FUNCIONÁRIOS DO BANERJ NA ALERJ: SINDICATO DOS BANCÁRIOS E SECRETARIA DE FAZENDA DIVERGEM SOBRE OS DADOS DO PREVI-BANERJ.

O Deputado Federal Deputado Paulo Ramos (PDT/RJ) participou de audiência pública da Comissão de Tributação hoje, dia 29/07, na ALERJ. Representantes do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) divergiram quanto ao número de ex-funcionários do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj) que podem ser beneficiados pelo projeto de lei 3.213/10, que possibilita os participantes do Instituto de Previdência do antigo Banerj (Previ-Banerj) devolverem o valor recebido na privatização da instituição e retornar ao sistema de previdência do Estado do Rio. A Sefaz defende que o número chega a cerca de 4 mil, já o sindicato calcula algo em torno de 400 funcionários.

O projeto, de autoria dos ex-deputados Paulo Ramos, Edson Albertassi e Gilberto Palmares, foi vetado pelo Executivo no início deste ano. O veto seria apreciado pela Casa no final do mês de junho passado, mas foi retirado de pauta pois os números ainda estavam inconsistentes. Durante a audiência, o presidente da Comissão, deputado Luiz Paulo (PSDB), solicitou aos representantes do sindicato e da Sefaz a realização de uma reunião entre as instituições para chegarem em um consenso. “Eles precisam chegar em um número médio aproximado daquilo que pode ocorrer e com esses números poderemos decidir se vamos manter o veto ou derrubá-lo. Também vou oficiar o presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT), para que não coloque esse projeto em pauta no mês de agosto para buscarmos uma decisão consensual”, afirmou Luiz Paulo.

De acordo com dados da Sefaz, o gasto do Estado com o Previ-Banerj atualmente já chega a R$ 75 milhões mensais. A analista de finanças públicas da pasta, Ivone Glória Pinheiro, afirmou que cerca de cinco mil ex-funcionários optaram pelo saque da reserva da poupança quando o banco foi privatizado, em 1997. Ela explicou que se todos os ex-contribuintes conseguissem se beneficiar da suplementação proposta pelo projeto de lei, elevaria muito a folha de pagamento do Estado. “Primeiro, a gente traria para os dias de hoje o valor salarial de cada cargo. Como por exemplo, um assistente de caixa receberia na faixa de R$ 6.704. A partir daí, iríamos trabalhar as gratificações, os anuênios, os quinquênios e as prorrogações e então chegaríamos ao valor a ser pago para cada contribuinte, isso resultaria em uma média salarial de R$ 9 mil. No entanto, as gratificações foram desconsideradas nos cálculos do projeto”, explicou.

Além do impacto orçamentário, a procuradora da Sefaz, Vanessa Siqueira, lembrou que o Estado está em Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o que impede a criação de novas despesas obrigatórias e contínuas. “Temos requisitos para que essas despesas sejam criadas e dentre eles temos que apresentar uma estimativa de impacto, o que não foi feito. Não temos números fidedignos para nos basear. É preciso chegar nesse consenso”, frisou.

O Diretor do Sindicato dos Bancários, Ronald Carvalhosa, lembrou que o projeto de lei busca dar o mesmo direito a todos os ex-funcionários do Banerj. “A gente pede uma isonomia de tratamento. Quem sacou a reserva de poupança deve ter o mesmo direito de quem congelou os recursos. Essas pessoas que não sacaram a poupança podem agora decidir sacar, ir à Fazenda e dizer que mudaram de ideia, mesmo depois de 21 anos. No entanto, essa possibilidade não é igual para quem decidiu sacar em 97, e isso precisa ser revisto”, concluiu.

Segundo a proposta, estariam aptos a fazer o procedimento os beneficiários que optaram por receber o pagamento de 100% das contribuições na liquidação extrajudicial da Caixa de Previdência dos Funcionários do Sistema Banerj e já tinham dez anos de contribuição na época. A Fazenda poderá parcelar os valores a serem depositados pelos participantes.

“Quando uma instituição é privatizada seus trabalhadores são penalizados da pior maneira possível. No caso do BANERJ o prejuízo foi tanto para os trabalhadores quanto para o Estado. A solução deste problema é uma questão de justiça”, falou o Deputado Federal Paulo Ramos. O ex-Deputado Estadual Gilberto Palmares, um dos autores do projeto, também esteve presente na audiência: “Na década de 1990, o Banerj foi privatizado e causou um problema enorme ao Estado e aos trabalhadores. Vários deles foram pressionados e acabaram sacando parte dos recursos e saindo do Previ-Banerj. Essas pessoas continuaram trabalhando e hoje encontram uma grande dificuldade de se aposentar”.

Fonte: Site da Alerj

 

 

 

 

2 thoughts on “AUDIÊNCIA PÚBLICA COM OS FUNCIONÁRIOS DO BANERJ NA ALERJ: SINDICATO DOS BANCÁRIOS E SECRETARIA DE FAZENDA DIVERGEM SOBRE OS DADOS DO PREVI-BANERJ.

  • 12 de agosto de 2019 em 09:56
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    Eu tambem fui iludido,como todos, sai no pdv de 96 e na época, diziam que teriamos emprestimo, requalificaçao profissional e nada aconteceu. Foi um grande golpe que levamos.

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  • 20 de agosto de 2019 em 20:39
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    O PL3213/10 Previ BANERJ vem tentar corrigir uma injustiça com os exfuncionarios do Banerj e participantes da Previ ,visto que, a maioria de saída dos funcionarios, foi feita em cima de uma pressão aos funcionários pelo Estado,dizendo que a Caixa de Previdência não mais existiria, que os valores pagos até a data da liquidação da Caixa, seriam todos perdidos, nos foram apresentados durante os expediente das agencias,um contrato de Adesao,para quem assinasse tal contrato teria suas contribuições individuais devolvidas e salvas, mas, não mais teria a complementação do salário, pelo Estado do Rio de Janeiro,todos que assinaram os contratos de Adesão, acreditam que estavam fazendo um bom negocio,visto que,estaríamos pelo ou menos salvando nossas contribuições de anos à Caixa Previ Banerj e a Caixa não mais existiria,mas, com a contribuição patronal,seria por justiça dos funcionários do Banerj, foi fundada a Previ Rio,com dinheiro dessa contribuições, e Caixa de complementacao dos salários dos funcionários Banerj .A conclusão que chequei ,que o contrato foi apresentado aos funcionários sob pressão durante o expediente das Agencias,e, não houve uma conversa para ser mostrado às consequências e resultados desta assinatura do contrato de Adesão,visto que, a Caixa não deixou de existir como foi passado para assinar os o contrato e salvar as nossas contribuições.Eu particularmente tinha 20 anos contribuições à Caixa Previ Banerj,sonhei que estava com minha aposentadoria e minha velhice salva,se que a Caixa não iria acabar, nunca teria assinado o contrato de Adesão
    e teria minha complementação de salário desde minha aposentadoria.

    ?

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